Domine o dominó

Jogo de domínó

Todos temos uma caixinha de madeira com um conjunto de dominó que, para quem não sabe, eram primitivamente esculpidos de osso, com pintas pretas de ébano. Um dos jogos populares mais comuns em Portugal, aprende-se depressa, é acessível a pessoas dos 8 aos 80, joga-se em qualquer lado e pode ser desdobrado em dezenas de variantes desde as mais simples às mais complexas!

As origens

  • A invenção do dominó deve-se a um santo e soldado chinês chamado Hung Ming, que terá vivido entre 243 a.C e 182 a.C., sendo que cada peça de dominó representa um dos 21 resultados possíveis do lançamento de um par de dados. Curiosamente, a própria designação “dominó” tem duas origens interessantes, ambas ligadas à religião: uma aponta para a expressão latina "domino gratias" que significa "graças a Deus" e que supostamente era proclamado pelos padres europeus quando ganhavam uma partida! Por outro lado, “domino” é também a palavra francesa para uma capa usada pelos padres cristãos e cujo capucho era branco no interior e preto no exterior. No entanto, este jogo apenas se apresentou na Europa, mais precisamente em Itália, no início do século XVIII, seguindo para França e depois para Inglaterra. Embora existam dúvidas se o dominó europeu foi, de facto, influenciado pelos chineses, a verdade é que hoje não há mesa de jogo neste mundo que não tenha sido palco de uma partida de dominó.

O material necessário

  • Para jogar, são precisos 2, 3 ou 4 jogadores, uma mesa e um conjunto de dominós, que é normalmente composto por 28 peças achatadas e rectangulares (de madeira, osso, marfim ou plástico), divididas a meio por uma linha preta e marcadas individualmente de zero (vazio) a seis, números esses que são representados com pontos pretos. Os conjuntos tradicionais têm no seis-duplo o seu dominó mais alto, porém, existem conjuntos especializados com mais peças, em que o mais alto é um nove-duplo, um doze-duplo, um quinze-duplo ou um dezoito-duplo.

A meta

  • Requerendo alguma capacidade estratégica e pouca ou nenhuma sorte, no dominó, o objectivo é “despachar” as suas peças antes de qualquer um dos seus adversários. Durante o decorrer do jogo, mantenha os seus dominós resguardados dos olhos dos seus adversários!

As regras

  • Antes de cada partida, colocam-se todos os dominós em cima da mesa, com os números virados para baixo e “baralha-se” o grupo com movimentos circulares. De seguida, cada jogador recebe 7 dominós, mas, se forem menos do que quatro pessoas à mesa, os dominós que sobram são colocados de parte.
  • O primeiro a jogar é aquele que tiver na sua posse o número-duplo mais alto, seguindo-se os restantes, normalmente no sentido do relógio. Por outro lado, o primeiro a jogar também pode ser determinado de outra forma: antes de serem distribuídos os dominós, cada jogador retira apenas um e quem tiver o número mais alto joga primeiro.
  • O jogador seguinte coloca outro dominó, cujo um dos lados terá que ter o mesmo número de um dos lados do dominó que já está na mesa e assim sucessivamente. Haverá sempre dois lados “abertos” a jogo e os dominós correspondentes podem ser colocados vertical ou horizontalmente.
  • O jogador de dominó tem de jogar sempre. Se não tiver um dominó que possa jogar, terá que ir buscar aos suplentes até conseguir fazer uma jogada. Se e quando os suplentes esgotarem, os jogadores terão que passar a sua vez ao adversário seguinte.

Quem ganha o quê?

  • O jogo termina quando alguém se desfaz de todos os seus dominós, sendo esse o vencedor. No entanto, uma partida pode também terminar se ninguém tiver mais dominós passivos de serem colocados em cima da mesa e o jogo fica “bloqueado”. Nesse caso, cada jogador contabiliza os seus pontos (conta literalmente os pontos dos dominós que lhes restam) e quem tiver menos (sim, menos) ganha!
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